segunda-feira, 29 de setembro de 2008

Não sei

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Não sei onde estás, o que sentes e o que fazes. Não sei sequer se me pensas. Sei que errei e não tomei as escolhas certas. Irei ainda a tempo de mudar? Vou, assim o queira. Mas diz-me tu também que vale a pena, que o queres, que me amas e tudo ficará bem…
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quarta-feira, 17 de setembro de 2008

Abraça-me

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Abraça-me, abraça-me, abraça-me
e diz-me que não passou de um sonho mau...
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sexta-feira, 12 de setembro de 2008

Entendes?

... I need you!

quarta-feira, 10 de setembro de 2008


“Porque é que os teus olhos não brilham?”
Não respondi. Foi preferível remeter-me ao silêncio do que desabar num pranto desgostoso. É, é isso que acontece quando nos matam o coração. Não sei se o tenho ou se mo levaram, umas vezes dói, outras aparece um vazio no seu lugar. E se o coração não vive, os olhos não brilham… os olhos são o espelho da alma e alma vive no coração. Por isso vou respirando como posso, alimentando-me do que ficou, saboreando cada momento de dor e esperando… Parece estranho, mas ainda ficou uma réstia de esperança. Os românticos dizem que um sentimento não desaparece de repente e eu sou romântica. Romântica demais. Talvez seja esse o mal. Prefiro pensar que é só mais uma fase má em que fui o alvo mais fácil para descarregares a tempestade que vai em ti. Não mereço, mas hei-de ser suficientemente forte para ultrapassar mais esta maré. E como dizem que depois da tempestade vem a bonança, anima-me pensar que ainda voltarei a brilhar e que os meus olhos reflectirão de novo o verde do meu coração.

segunda-feira, 8 de setembro de 2008


É incrível como tudo pode mudar num abrir e fechar de olhos, tão mais depressa quanto um simples suspiro.

A vida tem destas coisas. De repente somos obrigados a encontrar-nos numa realidade que não é nossa, à qual não pertencemos. Sentimo-nos perdidos, vagueamos sem rumo e quando as forças não chegam (se é que alguma vez chegaram) paramos...não há como completar aquele vazio. Afinal estamos sós quando nos falta o essencial ao coração. E falta...faltas-me tu!

Onde anda o sorriso que me ilumina os dias e o teu sussuro que me apazigua? Reinvento-te por toda a parte, à minha maneira, para que não custe tanto. Uns chamam-me tola, outros idealista. Eu vejo-o apenas como uma forma de acalmar a dor quando o peito arde e fere. E em sonhos imagino um mundo novo pintado a cores que conheço, por isso ainda confio (mesmo que no fundo de mim) que hás-de encontrar-me nesse teu caminho e correr para o meu abraço. Por isso espero-te de coração fechado, porque só a ti ele pertence.



Eternamente Verde!

sexta-feira, 25 de julho de 2008

Janela

Toquei-te a pele num gesto de carinho. A pele fria denotava a tristeza que ia em ti. O olhar vazio preso no horizonte. Já não sorris como outrora. Já não falas como noutros tempos. Sentado aí deixas-te ficar no teu lugar e ignoras a minha presença que te sabe bem. Sempre foste orgulhoso, mas sei que isto é a alegria dos teus dias. As mãos trémulas há muito que não largam os braços da cadeira como se isso fosse todo o suporte que te resta, a ligação sumida a esta vida.
O tempo arrasta-se pelos dias e leva-te com ele. Eu chamo-lhe egoísta, porque te quero aqui por mais um pouco. Temo que a amargura se apodere de ti e desistas de te levantar nessa luta quotidiana contra o mundo.

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“Gosto muito de ti!” e se valer de alguma coisa que esta seja a força que te faz acordar todos os dias…

sexta-feira, 18 de julho de 2008

Pablo Neruda

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"(...)
Amo-te sem saber como, nem quando, nem onde,
amo-te simplesmente sem problemas nem orgulho:
amo-te assim porque não sei amar de outra maneira,
a não ser deste modo em que nem eu sou nem tu és,
tão perto que a tua mão no meu peito é minha,
tão perto que os teus olhos se fecham com o meu sono."


Pablo Neruda - soneto XVII, in "Cem sonetos de amor"